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Juiz libera entrada de Djokovic e anula cancelamento de visto

Atleta teve entrada barrada na Austrália na última semana e precisou passar por audiência judicial

10/01/2022 08h39
Por: Redação O Diário Fonte: da redação
Novak Djokovic foi participar do Aberto da Austrália.
Novak Djokovic foi participar do Aberto da Austrália.

A Justiça da Austrália anulou a decisão do governo do país de cancelar o visto do tenista Novak Djokovic e ordenou que o atleta sérvio seja liberado da instalação de detenção temporária onde estava desde a última quinta-feira (6, pelo horário local). A decisão foi tomada pelo juiz Anthony Kelly às 17h16 (03h16, pelo horário de Brasília).

De acordo com o magistrado, o Ministério de Assuntos Internos da Austrália deverá pagar os custos de Djokovic, conforme acordado ou avaliado, e todos os pertences do tenista, incluindo o passaporte, devem ser devolvidos a ele “assim que for razoavelmente praticável”.

Após o anúncio da decisão, o advogado do governo federal australiano, Christopher Tran, disse que a administração cumprirá a decisão, mas declarou que o Ministro da Imigração, Cidadania, Serviços para Migrantes e Assuntos Multiculturais consideraria “se deve exercer um poder pessoal de cancelamento”.

Como resposta, o juiz Anthony Kelly deixou claro que gostaria de ser informado se o processo legal se arrastasse. Kelly também confirmou que se Djokovic tivesse sido deportado, ele não teria permissão para voltar ao país pelos próximos 3 anos.

SOBRE O CASO
Djokovic estava retido em um hotel desde a última semana aguardando a liberação para jogar o Aberto da Austrália. Organizadores do evento tinham dado uma autorização especial, que o isentava da vacina, mas as autoridades australianas não aceitaram o documento, negaram o visto de entrada, e informaram que ele teria que deixar o país.

Posteriormente, após os advogados de Djokovic recorrerem da decisão, ficou definido que o atleta passaria por uma audiência nesta segunda, que acabou resultando na liberação da entrada do sérvio no país da Oceania. No documento de defesa, o tenista justificou que testou positivo para coronavírus no dia 16 de dezembro e que no dia 30 de dezembro já estava livre de sintomas.

A defesa de Djokovic afirmou que no dia 30 de dezembro o número 1 do mundo recebeu uma carta do diretor médico do Tennis Australia (entidade que organiza o Australian Open) atestando que ele estava apto a receber uma autorização de exceção médica que o liberava da vacina.

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