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Vitamina D: saúde, longevidade e qualidade de vida

As indústrias têm insistido em fazer do sol um vilão para a saúde, incluindo protetores solares na vida das pessoas como sinônimo de saúde e prevenção absoluta.

22/04/2022 09h20
Por: Redação O Diário Fonte: da redação
O Sol pode ser um grande aliado afirmam especialistas.
O Sol pode ser um grande aliado afirmam especialistas.

O sol além de ser fonte de luz é fonte de vida.

Em primeiro lugar, atualmente as indústrias têm insistido em fazer do sol um vilão para a saúde, incluindo protetores solares na vida das pessoas como sinônimo de saúde e prevenção absoluta.

Esse fenômeno acabou por criar gerações de pessoas apavoradas com a incidência solar, que fugindo do sol acabam por fugir, consequentemente, da oportunidade de uma maior qualidade de vida.

Sintomas da falta de vitamina D

Em primeiro lugar,a vitamina D é essencial para a execução de mais de 85 funções do organismo. Além disso, é responsável pela ativação de mais de 2000 genes funcionais.

10% dos nossos genes funcionais estão metabolicamente ligados à vitamina disponível pela luz solar. Mas, infelizmente, nossa sociedade atual sofre de uma pandemia de hipovitaminose D, portanto, falta da vitamina.

Essa falta é provocada pelos profissionais que induzem à força o uso constante de produtos que bloqueiam a incidência dos raios solares no corpo humano, tão valiosos para o corpo.

Faça o teste: quantos destes sintomas já viraram rotina e são comumente denominados “sem causas aparentes”?

  •  Ficar doente regularmente, contrair infecções com facilidade
  •  Dor nos ossos ou nas costas
  •  Recuperação lenta após cirurgias, cicatrização lenta
  •  Perda óssea
  •  Dores musculares
  •  Calvície
  •  Dificuldade de controlar o apetite e manter o peso
  • Tristeza, desmotivação
  •  Depressão

Agora vamos refletir a respeito da quantidade de drogas químicas e tratamentos agressivos que são utilizados para o tratamento dos sintomas acima mencionados.

Provavelmente, tais sintomas são erroneamente diagnosticados e poderiam ser resolvidos ou evitados tão somente pela dedicação de alguns minutos por dia no sol.

Quer conhecer uma parte da lista (que continua a crescer) de doenças atreladas à deficiência de Vitamina D?

  • Câncer de Mama
  • Diabetes
  • Hipertensão
  • Doença Cardíaca
  • Esclerose Múltipla
  • Câncer de Ovário
  • Osteomalávia
  • Osteoporose
  • Câncer de Próstata
  • Psoríase
  • Raquitismo
  • Doença Afetiva Sazonal
  • Perda de dentes
  • Tuberculose
  • Depressão

Agora sabemos como a vitamina D está relacionada com diversos fatores do organismo. Nos próximos tópicos, abordarei algumas questões específicas que merecem explanação.

Performance mental

Sabe-se que existem receptores de Vitamina D no hipocampo e no sistema nervoso central do organismo humano. Contudo, possuímos receptores para esta vitamina em todas as células do corpo.

A vitamina D ativa as enzimas cerebrais e o fluido cerebrospinal que estão envolvidos diretamente na síntese de neurotransmissores.

Além disso, também está diretamente ligada ao crescimento dos nervos. Estudos laboratoriais sugerem que a vitamina D protege os neurônios e reduz inflamações.

E quanto ao desempenho mental e cognitivo?

Estudo conduzido pela Universidade de Cambridge analisou os níveis de vitamina D em mais de 1.700 homens e mulheres ingleses, a partir dos 65 anos de idade.

Os pacientes foram divididos em grupos conforme seus níveis de concentração da vitamina: severamente deficientes, deficientes, insuficientes e adequados.

Em seguida, foram submetidos à exames cognitivos.

Como resultado, os grupos com menores níveis de vitamina D foram os que apresentaram as menores pontuações nos testes de capacidades mentais.

Na verdade, quando comparados àqueles indivíduos com níveis considerados adequados, as pessoas com os níveis mais baixos de vitamina D demonstraram riscos duplamente maiores de desenvolveremincapacidades cognitivas.

Em um segundo estudo conduzido pela Universidade de Manchester, na Inglaterra, foi analisado mais de 3,100 homens (entre 40 e 79 anos) em oito países diferentes.

Novamente, os indivíduos com os menores níveis da Vitamina D demonstraram possuir capacidades de processamento de informações mais lentas, especialmente dentre os que estavam na faixa acima dos 60.

Uma vez que a deficiência cognitiva é uma percursora de demência e alzheimer, entender o funcionamento e ligação da vitamina D com o desempenho mental é de extrema importância para a prevenção de complicações.

Câncer e vitamina D

Uma nova pesquisa aponta que manter bons níveis de Vitamina D pode diminuir o risco de câncer. Devido a esse fato, irei explanar sobre o assunto.

Em 1980, Garland, PhD, associou a deficiência de vitamina D ao desenvolvimento de certos tipos de cânceres.

Neste estudo foi concluído que as pessoas que moram em latitudes mais altas e pegam menos sol consequentemente possuem mais chances de possuir deficiências de Vitamina D.

Este mesmo grupo também apresentou taxas mais altas de câncer de cólon, mama, pulmão e bexiga.

Níveis elevados de Vitamina D estão associados a uma diminuição do risco de câncer.

É o que foi descoberto em um novo estudo dos Estados Unidos, Universidade da Califórnia.

Os pesquisadores procuraram identificar o nível de 25-hidroxivitamina D3 necessário no sangue para reduzir efetivamente o risco de câncer.

Para chegar a essa conclusão, dados de duas pesquisas foram combinados e dados de mais de 1.300 mulheres foram analisados.

Eles então combinaram os dois estudos e obtiveram um tamanho de amostra maior, bem como uma gama maior de níveis de soro sanguíneo de 25-hidroxivitamina D3.

Foi descoberto que a incidência de câncer diminuiu com um marcador maior 25 (OH) D.

Ou seja, mulheres com concentrações de 25-OH Vitamina D3 de 40 ng/ml ou mais tiveram um risco 67% menor de câncer do que as mulheres com níveis de 20 ng/ml ou menos.

Este estudo esclarece que o risco reduzido de câncer se torna mensurável em 40 ng/ml, com benefícios adicionais em níveis mais elevados.

Aumentar as concentrações de 25-OH Vitamina D3 para um mínimo de 40 ng/ml na população geral provavelmente reduziria significativamente as taxas de câncer e, consequentemente, de mortalidades.

A intenção é mostrar que investir na prevenção, em vez do diagnóstico precoce ou no tratamento, é especialmente relevante para diminuir a atual tendência mundial de incidência de câncer!

Vitamina D e fertilidade

Aquelas que estão buscando a maternidade também devem ficar atentas aos raios solares.

A publicação da revista BioMed Research International (Preconception care, 2016) destacou alguns nutrientes fundamentais no período da gestação, com destaque especial para a Vitamina D.

A vitamina D está envolvida na expressão e regulação de mais de 2.700 genes diferentes!

Sua atuação junto ao sistema imunológico cria condições para que o embrião seja bem aceito pelo organismo, seja através de gestação espontânea ou mesmo in vitro.

A vitamina D apresenta enzimas envolvidas no metabolismo de todo o aparelho reprodutor feminino, e seus níveis inadequados podem estar relacionados com a infertilidade, incluindo:

  • Endometriose
  • Miomatose uterina (miomas)
  • Anovulação crônica (Síndrome dos Ovários Policísticos)
  • Baixa qualidade dos óvulos

Os níveis também devem ter acompanhamento durante a gestação. O estudo destacou que níveis maternos abaixo do recomendado estavam presentes em casos de:

  • Crescimento intrauterino retardado (CIUR)
  • Diabetes gestacional
  • Parto prematuro
  • Depressão pós parto
  • Aborto espontâneo
  • Desordens hipertensas gestacionais

 

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